Ministério Público Federal quer que Robinho cumpra pena em território brasileiro
O Ministério Público enviou um parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no qual defende o cumprimento da pena no Brasil, por entender que respeita a legislação nacional. A decisão serviria também para mostrar o empenho do país na repressão do crime e na cooperação jurídica.
O tribunal analisa um pedido do governo italiano para homologação no país da condenação, visto que o Brasil não extradita seus cidadãos para cumprirem penas fora do seu território.
“Caso o Brasil não cumpra essa obrigação, o Estado corre o risco de permitir a impunidade de um crime cuja materialidade e autoria foram reconhecidas internacionalmente", indicou, em comunicado, o MPF, referindo-se ao ex-jogador, agora com 39 anos.
O órgão de acusação também refutou um argumento da defesa de Robinho, que questionou a legalidade dos processos pelos quais algumas das provas usadas para condenar o ex-jogador foram reunidas.
Robinho, que jogou no Real Madrid, Manchester City, Milan, Atlético-MG e Santos, entre outros clubes, encontra-se no Brasil, sem passaporte, estando impedido de sair do país.
Ele foi considerado culpado em 2022 pela justiça italiana de ter participado de um estupro coletivo de uma jovem albanesa numa discoteca em Milão, em 2013.
O fato ocorreu quando Robinho defendia o Milan e envolveu também um amigo seu, Ricardo Falco, que também foi condenado.